. FNAM - Informações
Estetoscópio

Apelamos a todos os médicos que participem nos inquéritos sobre o incumprimento de medidas de compensação, no âmbito do combate à pandemia de COVID-19. Estas medidas são: a atribuição do subsídio extraordinário de risco, a valorização em 50% da remuneração do trabalho suplementar e a atribuição de dias de férias suplementares.

Os sindicatos afetos à Federação Nacional dos Médicos - o Sindicato dos Médicos do Norte, o Sindicato dos Médicos da Zona Centro e o Sindicato dos Médicos da Zona Sul -, estão a promover um inquérito nacional com o intuito de perceber até onde a aplicação destas medidas falhou, de maneira a que possam atuar de acordo.

Até ao dia 1 de outubro, pedimos aos médicos, independentemente de serem ou não sindicalizados, de preencherem o inquérito relativo à zona do seu local de trabalho:

Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública dirigiu hoje à FNAM uma saudação à luta dos médicos, na qual subscreve as reivindicações que levam à realização desta luta, solidariza-se com todos os trabalhadores e evoca os utentes a apoiar esta luta, em defesa de um Serviço Nacional de Saúde público, de qualidade e para todos.

SAUDAÇÃO À LUTA DOS MÉDICOS

A FRENTE COMUM SAÚDA A FLASH MANIF – PELOS MÉDICOS, PELO SNS

A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública saúda e solidariza-se com a luta dos médicos convocada pela Federação Nacional dos Médicos para o dia de hoje. Um gesto público, exigindo a valorização do trabalho médico, de acordo com a sua responsabilidade, penosidade e desgaste, uma chamada de atenção para um SNS que necessita de investimento prioritário que decorrerá no dia de hoje, nos locais de trabalho por todo o país, pelas 11 horas.

O SNS está a atingir um ponto de rutura total causado pela falta de investimento e de contratação de pessoal, pondo em causa um serviço público essencial e os direitos constitucionais mais básicos dos cidadãos.

Continua a faltar a contratação com direitos e condições de trabalho de médicos, garantindo não só médicos especialistas como médicos de família para todos os cidadãos, as listas para cada médico de família continuam a aumentar em prejuízo dos tempos de consulta, as horas prestadas nas urgências continuam a ser desumanas, pondo em causa a saúde e segurança dos trabalhadores, mas também dos utentes. O Governo mantém a sua postura de não negociar e não investir num SNS com condições para os seus trabalhadores e, assim, com melhores condições para as populações.

A Frente Comum subscreve as reivindicações que levam à realização desta luta, solidariza-se com todos os trabalhadores e evoca os utentes a apoiar esta luta, em defesa de um Serviço Nacional de Saúde público, de qualidade e para todos.

A LUTA É O CAMINHO. EM DEFESA DOS SERVIÇOS PÚBLICOS, DO SNS, DA DIGNIDADE E DIREITOS
DOS TRABALHADORES, PELO DIREITO À SAÚDE, PELA DEFESA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA
PORTUGUESA.

O Fórum Médico, reunido com caráter extraordinário na sequência da entrevista de dia 02 de setembro do Senhor Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, considera que:

- É totalmente inaceitável e desrespeitosa a forma como o Senhor Ministro desvalorizou a formação e a qualidade dos médicos especialistas em Medicina Geral e Familiar e lamenta que seja um governante sem competência nesta matéria a equacionar um recuo na organização do Serviço Nacional de Saúde para padrões existentes antes da democracia;

- Alerta que os especialistas em Medicina Geral e Familiar são um dos pilares do SNS e asseguram a resposta na sua principal porta de entrada, pelo que reduzir ou condicionar a qualidade dos cuidados aqui prestados é prejudicar diretamente os doentes na promoção da saúde, na prevenção da doença e no tratamento das doenças crónicas, em particular nos grupos mais desfavorecidos;

- Rejeita liminarmente a possibilidade de criação de níveis de exigência distintos para a mesma especialidade, criando médicos, e doentes, de primeira e de segunda;

- Reafirma que o principal problema da atual carência de Médicos de Família reside no facto do Governo não conseguir tornar o SNS atrativo e compensador, fazendo com que não sejam para ele captados 40% dos recém-especialistas. De lembrar que estão em formação 2000 médicos de família, a que acrescem cerca de 500 em janeiro.

Perante o acima exposto, os signatários exigem um pedido de desculpas público e inequívoco do Senhor Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, e não abdicam de uma clarificação da Senhora Ministra da Saúde e do Governo em matéria de formação médica e cuidados de saúde.

Lisboa, 04 de setembro de 2021

Federação Nacional dos Médicos
Sindicato Independente dos Médicos
Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar
Federação Portuguesa das Sociedades Científicas Médicas
Associação Portuguesa dos Médicos de Carreira Hospitalar
Associação Nacional de Estudantes de Medicina
Ordem dos Médicos

Comunicação e relação clínica - Formação online

DESTINATÁRIOS: Médicos

DATAS: 28, 30 setembro, 7, 12, 14, 19, 21, 26, 28 outubro e 2 novembro de 2021

DURAÇÃO: 30 horas

HORÁRIO: Das 19h às 22h30, com um intervalo de 30 minutos

ENTIDADE PROMOTORA: Sindicato dos Médicos do Norte, Rua Faria Guimarães, 718, 3º, 4200-289 Porto
ENTIDADE FORMADORA: Quadros & Metas – Consultores de Gestão e Formação Lda.
ENTIDADE FORMADORA CERTIFICADA nas áreas da Gestão e da Saúde pela DGERT

FORMADOR: Dr. Luís Machado
Licenciatura em Psicologia, Universidade do Minho;
Mestrado Integrado em Psicologia, Universidade do Minho;
Pós-Graduação em Psicoterapias Cognitivo Comportamentais, Instituto Português de Psicologia;
Coordenador, desde 2014, da Área de Saúde Mental e Diretor Técnico do Centro de Solidariedade de Braga;
Colaborador, desde 2011, na Unidade de Psicologia das Organizações do Serviço de Psicologia da Universidade do Minho;
Formador na área comportamental, desde 2007, em Municípios e outras entidades públicas e privadas no âmbito do desenvolvimento de competências de liderança e gestão de equipas, trabalho em equipa, atendimento ao público, gestão do tempo e organização do trabalho, comunicação e avaliação psicológica;
Consultor na criação e implementação de programas de desenvolvimento de competências comportamentais direcionados às organizações;
Realização de Avaliações Psicológicas no âmbito de procedimentos concursais para autarquias.

OBJETIVOS

  • Conhecer as diversas caraterísticas e especificidades da relação criada entre o profissional de saúde e o doente;
  • Desenvolver as competências de comunicação na relação clínica;
  • Compreender o impacto da satisfação e confiança do doente, na adesão terapêutica;
  • Identificar, desenvolver e saber utilizar técnicas relacionais como saber observar, saber comunicar, informar, identificar sentimentos e atuar adequadamente perante os mesmos;
  • Identificar o perfil individual de relacionamento clínico;
  • Desenvolver competências de comunicação empática com o doente.


PROGRAMA
I - Comunicação e Relação Clínica: Introdução
1. Conceitos, modelos e enquadramento
2. Aptidões e capacidades envolvidas no processo comunicacional
3. Condições básicas fundamentais para uma boa relação clínica
4. Os principais erros cometidos na relação clínica.

II – A Construção da Relação Clínica
1. A importância do fator humano
2. A teoria das relações humanas
3. As bases da relação

III – A Importância da Comunicação na Relação Clínica
1. Comunicação e perceção
2. Interação e desenvolvimento da relação
3. Vantagens de uma boa comunicação
4. Perigos da comunicação para a relação clínica

IV - Competências Clínicas de Comunicação
1. O perfil comunicacional do profissional de saúde
2. Estratégias comunicacionais empáticas e assertivas
3. A comunicação não verbal
4. Comportamentos fundamentais para uma boa comunicação

V – Relação Interpessoal: Barreiras e Estratégias
1. Barreiras na relação
§ A desconfiança
§ O tempo
§ Os erros de perceção
§ Os julgamentos e preconceitos
2. O conflito na relação
3. Formas de lidar com os conflitos
4. Estratégias para lidar com o conflito e outras barreiras na relação

VI - Lidar com Emoções
1. Tipos de emoções
2. Funções das emoções
3. Estratégias de gestão emocional na relação
4. O efeito das emoções no comportamento

VII - Entrevista Motivacional
1. Princípios da entrevista motivacional
2. O modelo de mudança e os princípios da entrevista motivacional
3. Estratégias para lidar com a resistência à mudança

REGRAS DE FUNCIONAMENTO ONLINE
- O formador estará em direto com os participantes realizando a formação através da plataforma ZOOM;
- Durante as sessões os participantes poderão colocar questões verbais, mediante as regras a definir pelo formador (quais os tempos, em que fase, qual a ordem, etc.). Ainda durante as sessões haverá possibilidade também de colocação de questões por escrito ao formador, através do chat room do ZOOM. As questões serão respondidas durante a sessão ou na sessão subsequente;
- Será fornecida toda a documentação de suporte à formação;
- Esta formação é certificada.

INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES
Número máximo de participantes: 20
As inscrições serão consideradas pela ordem de chegada, dando prioridade aos sócios do SMN.
A inscrição inclui: Frequência do curso; Documentação; Certificado de participação – para quem solicitar, o curso pode incluir avaliação e respetiva nota no Certificado.

Sócios
120 € (com IVA já incluído a 23%) Não Sócios
160 € (com IVA já incluído a 23%)

Condições de pagamento:
O pagamento deverá ser efetuado até 5 dias antes da realização da Formação por transferência bancária para o SMN (IBAN - PT 5000 350 651 003 663 589 2619).

Para efetuar a sua inscrição:
Envie, por favor, a Ficha de Inscrição que se encontra em anexo para: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
ou para o fax nº: 22 502 4447

Utentes dos centros de saúde de Almada e do Seixal partilham zonas comuns com utentes suspeitos de COVID-19

O Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS) tomou conhecimento que a Direção do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Almada-Seixal determinou o encerramento da Área Dedicada a Doentes Respiratórios (ADR), que funcionava em instalações independente, cedidas pela autarquia do Seixal, com base no argumento de um «reduzido número de novos casos de COVID-19».

Assim, os utentes com sintomas respiratórios passaram a ser observados nas respetivas Unidades de Saúde Familiar e de Cuidados de Saúde Primários, violando a norma 004/2020 da DGS quanto à necessidade de circuitos exclusivos para utentes respiratórios.

Tem chegado ao nosso conhecimento que, em várias unidades, os utentes respiratórios aguardam observação no mesmo espaço que utentes não respiratórios, além de não existirm áreas de receção, áreas de espera, salas de observação, áreas de tratamentos e instalações sanitárias exclusivas para estes utentes com sintomas respiratórios. Inclusive, numa unidade de Almada, os utentes respiratórios sobem e descem no mesmo elevador que crianças, grávidas ou outros utentes não suspeitos de COVID-19.

Numa altura em que os números de novos casos têm vindo a agravar-se, o SMZS considera incompreensível que seja posta em causa a segurança dos utentes e profissionais, apelando à tutela para que atue de forma imediata com vista à reposição das boas práticas.

A Direção do SMZS

Centro Saude

Mário Jorge Neves

No encerramento do 23.º Congresso Nacional da Ordem dos Médicos, o bastonário, Miguel Guimarães, atribuiu a medalha de mérito a Mário Jorge Neves, presidente do Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS) e que presidiu a Federação Nacional dos Médicos (FNAM) em três mandatos alternados.

A medalha de mérito da Ordem dos Médicos é uma distinção conferida a médicos que, pela sua atividade e mérito pessoal, profissional, académico ou associativo, tenham contribuído de forma relevante para a dignificação da profissão médica, da medicina e da humanidade.

Mário Jorge Neves é médico especialista de Saúde Pública e em Medicina do Trabalho. Licenciou-se em medicina, pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL), em 1981. Pertenceu à comissão de curso de medicina do 3.º ao 6.º ano da FMUL, foi membro da Direção da Associação de Estudantes, tendo sido coordenador da Direção nos anos letivos de 1978-79 e 1979-1980. Na FMUL, foi também eleito para o Conselho Pedagógico no ano letivo de 1979-1980.

É autor de dois livros: Guia Prático da Melhoria da Qualidade na Saúde e A Saúde, as Políticas e o Neoliberalismo.

Como dirigente sindical, integrou as delegações negociadoras de todos os diplomas das carreiras médicas e dos atuais contratos coletivos de trabalho.

Atualmente, é também coordenador da Comissão para a Reforma da Saúde Pública, coordenador para a elaboração do Novo Relatório sobre as Carreiras Médicas da Ordem dos Médicos, membro do Conselho Consultivo para o SNS e das carreiras médicas da Ordem dos Médicos e membro fundador do Observatório de Saúde António Arnaut.

A Ordem dos Médicos, ao atribuir esta medalha de mérito, «enaltece a vida e obra de cada um» dos homenageados.

A FNAM congratula a Ordem dos Médicos por esta iniciativa e parabeniza este seu dirigente pelo reconhecimento público dum percurso ímpar em prol da Medicina e dos médicos portugueses.

Webinar «À conversa com... Rosa Encarnação, Joana Saraiva e Tiago Santos»

No dia 19 de maio, quarta-feira, às 21h30, o Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) promove um webinar sobre o impacto da pandemia na saúde mental das pessoas, com Rosa Encarnação, psiquiatra no Hospital Magalhães Lemos, Joana Saraiva, pedopsiquiatra no Centro Hospitalar Universitário do Porto, e Tiago Santos, psiquiatra no Centro Hospitalar do Baixo Vouga, moderado por António Sá Leuschner, presidente do Conselho Nacional de Saúde Mental.

Para participar no webinar deve primeiro registar-se. Mais informações no site do SMN.

Assembleia da República

 

Participação da Federação Nacional dos Médicos na audiência dos sindicatos médicos na Comissão Parlamentar de Saúde, sobre o combate à pandemia de COVID-19 e a defesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS), que teve lugar na Assembleia da República, a 28 de abril de 2021.

Intervenções de Noel Carrilho, Guida da Ponte e Rosa Ribeiro.

O vídeo completo da audiência pode ser visto no site da ARTV.

Webinar «À conversa com... Carlos Nunes: Estratégia de saúde integrada em tempos de pandemia»

No dia 4 de maio, terça-feira, às 21h00, o Sindicato dos Médicos do Norte promove um webinar sobre «Estratégia de saúde integrada em tempos de pandemia», com Carlos Nunes, presidente do Conselho Diretivo da Administração Regional de Saúde do Norte, moderado por Ana Costa, médica de família na USF Santa Clara, e José Luís Fernandes, médico de família na USF Nova Salus.

Para participar no webinar deve primeiro registar-se. Mais informações no site do SMN.

Concentração do Dia Mundial da Saúde

Neste Dia Internacional da Saúde, assinalado a 7 de abril, a Federação Nacional dos Médicos (FNAM) juntou-se ao Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), ao Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica (STSS) e à Federação Nacional dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS), numa concentração em frente ao Ministério da Saúde, em Lisboa, em defesa do reforço do SNS e da valorização dos seus trabalhadores.

Na sua intervenção, o presidente da FNAM, Noel Carrilho, lembrou que, se não fosse o Serviço Nacional de Saúde, estaríamos a lamentar agora uma situação ainda mais difícil, lamentando o subfinanciamento crónico do SNS, que o impede de funcionar no seu máximo desempenho.

20210407 Concentração Dia Internacional da Saúde 02

Noel Carrilho exigiu um verdadeiro investimento no SNS, que se traduza em estruturas e recursos técnicos, mas, principalmente, nos seus trabalhadores. Para isso, é necessário extinguir de vez a precariedade no SNS, valorizar as carreiras na saúde e aplicar os preceitos positivos que se encontram na Lei de Bases da Saúde, como a dedicação exclusiva ao SNS.

Para a FNAM, mais do que prémios avulsos, é urgente negociar melhores remunerações, o reconhecimento do desgaste e penosidade e a implementação de um sistema adequado de avaliação e progressão na carreira.

Nesta ação intervieram, também, a secretária-geral da CGTP-IN, Isabel Camarinha, o presidente do SEP, João Carlos Martins, o presidente do STSS, Luís Dupont, e Sebastião Santana, da FNSTFPS.

No fim, as organizações presentes nesta ação entregaram uma resolução conjunta ao Ministério da Saúde.

Webinar À conversa com....Joana Bordalo e Sá: A doença oncológica em tempos de pandemia

No dia 13 de abril, terça-feira, às 21h00, o Sindicato dos Médicos do Norte promove um webinar sobre «A doença oncológica em tempos de pandemia», com Joana Bordalo e Sá, oncologista médica no Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto, moderado por João Oliveira, presidente do Conselho de Administração do IPO de Lisboa, e Jorge Coutinho, do Centro Hospitalar Universitário do Porto.

Para participar no webinar deve primeiro registar-se. Mais informações no site do SMN.

Gestão de Equipas em Teletrabalho - Formação online

O curso, destinado a médicos, tem a duração de 30 horas e realiza-se, das 19h às 22h30, nos dias 19, 21, 26, 28 de abril, 3, 5, 10, 12, 17 e 19 de maio de 2021.

Objetivos do curso:

  • Desenvolver competências de gestão de equipas em situação de teletrabalho;
  • Desenvolver a capacidade de comunicação com e entre os elementos da equipa;
  • Identificar estilos de liderança e ajustar o seu estilo à situação de trabalho à distância;
  • Desenvolver competências de motivação / mobilização de pessoas em direção às metas e objetivos gerais;
  • Perceber as dinâmicas de acompanhamento informal e feedback no teletrabalho;
  • Capacitar para a promoção da coesão e o espírito de equipa;
  • Desenvolver competências de organização do trabalho e gestão do stress à distância.

Consulte mais informações no site do Sindicato dos Médicos do Norte, no programa do curso e na ficha de inscrição.

Procedimento concursal comum conducente ao recrutamento de pessoal médico integrado na carreira especial médica e na carreira especial médica dos estabelecimentos de saúde com natureza jurídica de entidade pública empresarial integrados no Serviço Nacional de Saúde - áreas hospitalar, saúde pública e medicina geral e familiar

Aviso n.º 11771-A/2020 - Diário da República n.º 156/2020, 1º Suplemento, Série II de 2020-08-12
Saúde - Administração Central do Sistema de Saúde, I. P.

Pessoa a preencher documento

A precariedade laboral entre os médicos é uma realidade crescente e ainda pouco conhecida, que confere menor proteção no trabalho.

Por isso, a FNAM elaborou um questionário para melhor defender os direitos dos colegas com vínculos precários, sobretudo no contexto da pandemia por COVID-19.

Se trabalhas apenas com vínculos precários, ou seja, sem um contrato permanente, preenche o questionário.

É anónimo e demora 5 minutos.

Manifestação da Frente Comum

A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) saúda os trabalhadores da Administração Pública e a Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública pelo Plenário Nacional de Trabalhadores de 25 de junho.

A luta dos trabalhadores da Administração Pública tem como objetivo a dignificação das carreiras e dos salários, a contratação de novos trabalhadores e a valorização dos serviços públicos e das funções sociais do Estado.

A FNAM considera fundamental a existência de carreiras, a dignificação das mesmas e dos trabalhadores, bem como defende serviços públicos de qualidade e solidariza-se com os trabalhadores da Administração Pública.

Coimbra, 25 de junho de 2020
A Comissão Executiva da FNAM

Lutar pelos direitos de quem se arrisca na linha da frente 
Por uma Carreira Médica Digna 
Pela Protecção da Segurança e Saúde no trabalho 
Pelo estatuto de risco e penosidade 
Pelo Serviço Nacional de Saúde

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Os Serviços de Segurança e Saúde no Trabalho (SST), também designados por Serviços de Saúde Ocupacional, têm um papel central e incontornável no controlo da saúde dos trabalhadores.

Recorde-se que nos estabelecimentos de saúde, tanto públicos como privados, é obrigatória a existência de SST (Lei Nº 79/2019 de 2 de setembro e Lei Nº3 /2014 ) e que estes serviços constituem a primeira  linha de defesa da saúde dos trabalhadores dessas instituições.

Considerando que a Medicina do Trabalho é uma especialidade médica que constitui peça fundamental na primeira linha de defesa diária dos trabalhadores e obviamente no que concerne à pandemia da COVID-19 (O.M. C. Esp. Medicina do Trabalho).

Considerando que os SST devem ter uma composição multiprofissional, funcionando em equipa e de forma integrada, com o objectivo de conhecer de forma detalhada “as condições de trabalho”, os fatores de risco existentes nos vários locais de trabalho e associados às diversas atividades desenvolvidas e, ainda, naquilo que à Medicina do Trabalho diz respeito, vigiar e conhecer o estado de saúde dos trabalhadores.

É a esta equipa que compete propor medidas de controlo de riscos, prevenindo e promovendo a saúde destes trabalhadores e vigiar a sua aplicação. É bom sublinhar que a intervenção dos serviços da SST, e da Medicina do Trabalho em particular, não se limita à emissão da ficha de aptidão correspondendo às “versões minimalistas” da SST, tão do agrado dos setores de pensamento neoliberal e que estão agora a revelar resultados que, numa designação comedida, são simplesmente desastrosos. O caso particular da COVID-19 vem colocar a questão, no caso dos profissionais de saúde, da exposição não controlada a fatores de risco de natureza biológica. Com efeito, é este tipo de exposição que ocorre normalmente nos serviços de saúde em que não é possível conhecer com antecedência o agente de que o doente poderá ser portador. Importa assim que existam sempre meios de proteção adequados e disponíveis para minimizar este tipo de exposições. A determinação da utilização destas proteções (proteções universais) deveria ser definida pelos serviços SST dos serviços de saúde, em articulação com as comissões de infeção hospitalar, a fim de que pudessem ser adotadas medidas ajustadas a cada caso. Se estas medidas tivessem existido e constituído prática corrente, a infeção de profissionais de saúde por SARS-CoV-2 teria sido muitíssimo menor e dificilmente nos veríamos a braços com a inacreditável falta de EPI com que nos defrontamos.

Na verdade, apenas teríamos de promover o reforço das proteções em algumas práticas mais exigentes ou de risco acrescido. É caso para dizer: poupanças abusivas e ignorantes geram perdas colossais. A legislação de proteção contra agentes biológicos existe em Portugal desde 1994 e resulta da transposição de um conjunto de diretivas comunitárias (Decreto-Lei n.º 84/97, de 16 de abril, Dec. Lei 84/97, Diretivas 90/679/CEE, 93/88/CEE, 95/30/CE), mas a sua regulamentação ficou muito aquém do desejável.

Acresce que, no quadro da atual da infeção por SARS- CoV-2, os SST deveriam ter um papel ainda determinante na criação, implementação e aplicação dos Planos de Preparação e Resposta ou Planos de Contingência (P.C.) dos respetivos estabelecimentos de saúde. E a razão prende-se com o facto de ser esta equipa quem detêm o conhecimento das tais “condições materiais do trabalho”, ou seja, dos fatores de risco e das condições de trabalho em que eles ocorrem e também do estado de saúde dos trabalhadores e das respetivas vulnerabilidades, que há que proteger.

Todavia, no momento corrente, os serviços SST, nomeadamente a Medicina do Trabalho, deverão suspender as suas atividades de vigilância habituais e concentrar-se na realização dos exames ocasionais, sobretudo dos trabalhadores que regressem ao trabalho por terem estado de quarentena, de isolamento ou após cura clínica. Um aspeto importante é a vigilância do estado saúde dos trabalhadores no ativo devido ao excesso de trabalho e prevenir o desgaste patológico dos elementos das equipas.

Um outro aspeto central da intervenção do médico do trabalho no âmbito dos serviços SST é o acompanhamento dos profissionais de saúde em isolamento profilático ou quarentena, monitorizando o evoluir da sua situação e melhorando a sua vigilância sobre os contactos respetivos no local de trabalho, sem prejuízo da articulação desejável com as autoridades de saúde.

Para além da formação que os serviços SST deverão proporcionar às varias classes profissionais dos profissionais de saúde, no que diz respeito ao tipo, utilização e eliminação dos EPIs, deverão também incentivar os profissionais médicos a que façam a Participação Obrigatória de Doença Profissional (pode ser descarregada aqui) e fazer uso de CIT por doença profissional em todos os casos de profissionais de saúde afetados por COVID-19, pois só assim serão salvaguardados os respetivos direitos e a devida compensação pela instalação de possíveis lesões permanentes.

Comissão Sindical de Medicina do Trabalho da FNAM

17/04/2020

Saude Segurança Trabalho

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